segunda-feira, 12 de março de 2012

Afinal, o que elas e eles querem?

Nesses últimos dias, um grupo de lésbicas e de outras minorias, conseguiu, junto à justiça gaúcha, o direito de ver retirado dos tribunais os crucifixos. Vitória do relativismo religioso, derrota do cristianismo católico, tão caro ao povo brasileiro.
Diante de tal fato é inevitável perguntar: o que querem essas lésbicas e as demais minorias? Sejamos sinceros, esses grupos querem ardentemente impor sua visão de mundo aos outros. Uma compreensão de mundo sem referências religiosas, que desrespeita a história da fé da maioria de um povo. Um modo de ver a realidade sem valores universais e sólidos.
Que esses grupos desejem ver os seus direitos de cidadãos brasileiros assegurados é compreensível. Mas querer alcançá-lo usurpando o direito dos outros, agindo da mesma forma agressiva e rancorosa da qual muitas vezes foram vítimas, não é o caminho.
Mas, outro questionamento, inevitavelmente, aqui se impõe: por que um grupo capitaneado por lésbicas lutam exatamente pela retirada de crucifixos? Embora recorram à laicidade do estado e ao tratamento paritário das expressões religiosas, tais grupos estão em briga mesmo é com o cristianismo, de um modo particular com o catolicismo.
Mas, afinal, o que tem a ver o crucifixo presente nas repartições públicas com as lutas de lésbicas e homossexuais? Influência sobre o judiciário? Caso o argumento seja este, é subestimar a imparcialidade do judiciário brasileiro, quiçá uma ofensa.
Talvez o crucifixo incomode não por ser um simples símbolo do catolicismo. Ele perturba porque recorda a todos que a vida é séria demais para se levar na leviandade. O Cristo foi a expressão mais concreta da obediência que levou à plenitude valores que tornam a vida coerente, justa e santa aos olhos de Deus.
Ou cremos e aderimos a tais valores, ou o nosso coração e o coração da nossa cultura tornam-se um caos, sem referências seguras. Os cristãos não chamam de bem o que Deus chamou de mal, não chamam de vida o que Deus considerou morte. Não temos esse direito. Portanto, seja qual for a minoria, deve respeitar o modo de crer e de viver dos cristãos católicos e o seu direito de expressão na sociedade na qual vivem.
É preciso dizer um grande não à retirada de crucifixos e demais símbolos religiosos. Não podemos nos tornar reféns da visão relativista de certos grupos.

Um comentário:

  1. Pe. Luciano, parabéns pelo texto! Um texto claro e objetivo, bem escrito, com ótimas argumentações. Fico muito feliz em ver padres que denunciam a crise que está vivendo a sociedade pós-moderna e mostram que Cristo é o único caminho para a vida. A exposição de sua opinião ajuda muito os internautas católicos a compartilharem a verdade por meio dessa grande rede que é a internet. Paz e bem! Fabrício Casado (Paróquia de São Paulo Apóstolo, Maceió/AL)

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